E então, os 23…

E lá se vão 23 anos. Tá, ainda não nasci. No mesmo horário em que agora escrevo, mas há 23 anos, minha mãe possivelmente estava tendo um aumento nas contrações. Nascer mesmo só fui as 11:30. Horário estranho de se nascer. Mas pelo menos anunciou que normal eu não eu seria. Horário estranho, pessoa estranha. Será que estava frio? Sei que era outono. Sei também que não nasci de parto normal. Minha mãe optou pela cesariana pois decidiu que eu seria o último filho. O caçula de mais duas irmãs.

E hoje comemoro mais um ano. E daí? Ao se fazer uma análise fria percebo que nesse tempo todo não realizei absolutamente nada de grande. Nem para a humanidade, muito menos para mim. Ainda nem sequer formei! E olha que já era pra estar, no mínimo, procurando emprego. Mesmo que de professor de primário. Continuar lendo

Sobre o tumblr – Autumn Sweetheart

Para quem ainda não conhece, fiz um Tumblr. O maior propósito dele é ser o braço imagético deste blog.

Infelizmente, eu tenho muita “frescura” com relação ao Wild at Heart. Sempre penso que se for pra escrever por escrever, apenas pra abastecê-lo, melhor não fazer. Não quer dizer que tudo que coloco aqui é fantástico. Até porque eu mesmo não acredito muito no que escrevo. Sempre acho um lixo. E agora que perdi meu único fã, fica mais difícil ainda acreditar.

Voltando ao tumblr.

O Autumn Sweetheart foi feito para demonstrar por imagens tudo que eu gosto, acho bonito ou que exprimam o que venho sentindo. A título de curiosidade, o que eu gosto não quer dizer que eu desejo aquilo. Trata-se apenas de uma outra forma que não as palavras.

A escolha do nome reflete um dos livros que mais gostei: o Minha Querida Sputnik (Sputnik Sweetheart, Spūtoniku no koibito, Haruki Murakami), um livro de 1999 que li, se não me engano, em 2007. Um post específico ainda será feito. Mas adianto que é uma das mais belas histórias de amor. E o título ainda é uma incógnita pra mim, embora já tenha feito diversas análises, sem contudo chegar a uma conclusão. Mas isso fica pra outro posto.

O autumn se refere, obviamente, a estação do ano, outono. E por que? Porque sou um filho do outono. Nasci no dia 13 de junho de 1988, provavelmente um dia frio aqui em Viçosa, MG. Para mim, é a estação mais bela. As folhas caem mas revelam uma beleza diferente. O que parece morto, na verdade, é apenas um sono, uma espera (essa coisa tão difícil a nós mortais).

Enfim, espero que gostem. Como ele funciona no modo de compartilhamento, convido vocês a sempre darem uma passadinha para ver as novidades. Prometo que não se decepcionarão.

Aproveitem: http://autumnsweetheart.tumblr.com/

Sefirat ha Omer 2011 – parte 1

Antes de colocar minha própria experiência pessoal sobre o Sefirat ha Omer (com as devidas explicações sobre tudo que ele é e representa), gostaria de compartilhar com você a experiência de um grande amigo: o Victor Godoi.

Foi ele quem me indicou a feitura dos 49 dias de meditação. Ele me disse que não seria muito fácil. Mas eu não sabia era que seria TÃO difícil. Mas o que é fácil nesse mundo para aqueles que escolher ter os olhos abertos? A arte é a prova disso. Exemplo: mesmo filmes ao mesmo tempo amados e odiados nos mostram isso. Matrix é o exemplo clássico. Ao optar pela pílula vermelha, Neo vê sua vida completamente do avesso. E o que vem após isso é um caminho doloroso que, no caso do filme, termina com sua morte para redimir os humanos. Sim, licença poética, alegoria com Cristo. O que quero é apenas exemplificar.

Por vezes a ignorância é uma benção. Não me arrependo de ter optado pelo caminho difícil. Nós não estamos nesse planeta apenas para as coisas boas. Muito pelo contrário. Ele ainda está mudando e o estigma “provas e espiações” não sai assim de uma hora pra outra.

Enfim, gostaria de compartilhar com vocês a experiência dele que muitíssimo semelhante a minha. Não sei se todas as pessoas que estão fazendo o Sefirat (ainda faltam três dias para seu término) tem experiências parecidas. Acredito que algumas particularidades são comuns. Principalmente a “descida” ao Tártaro pessoal. Mas posso dizer que a minha experiência, até o momento, foi exatamente essa.

Compartilho com vocês e peço que leiam com atenção. Quando de fato acabar, farei um posto sobre isso. Nem farei um topo para o post por não ser uma postagem minha.

Bom, é isso. O post é esse aqui: http://naoestasendofacil.wordpress.com/2011/06/04/a-experiencia-plutoniana-do-sefirat-haomer/

O Reflexo – Parte 3 (final)

 

As manchas não sumiam. Muito menos a pinta. Passou a conviver com aquilo. Não sentia que fosse nenhuma doença. Já havia se adaptado. Não mais escondia da visão de ninguém. E assim os dias passaram.

Faltava pouco para o início das aulas. Decidiu aproveitar ao máximo os pequenos prazeres da cidade. Deixou de lado os museus, os grandes parques. Queria o microcosmo do lugar. Os prazeres que a maioria dos vislumbrados recém-formados sequer se davam conta. Não queria os lugares aprazíveis de preços exorbitantes. Ou os locais da moda. As bagueterias, os clubes noturnos, os restaurantes hypes onde se reuniam os novos yuppies e descolados. Queria aquilo que LHE dava prazer, não aquilo que os outros gostavam de ouvir e ver. E por isso escolheu aquela pequena lanchonete. Mesmo que o beirute lembrasse a figura dela, quis provar o prato daquele local.

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O Reflexo – Parte 2

Chegando ao apartamento disse que não queria dormir. Apenas comer algo para sair novamente às ruas. Todavia, a insistência da tia para que repousasse o venceu. Tomou um banho e adormeceu sem se dar conta do cansaço. Para ele não existia cansaço de viagem. Era apenas mais uma desculpa que os humanos usavam para deixar as obrigações para depois. Em seus sonhos, viu ela. Estavam juntos, casados, no grande apartamento que mais parecia um estúdio ao molde hippie dos anos 60 e 70. E dentro do sonho, outro sonho: lembrou-se que a visão de vê-la vestir a camiseta branca e o short preto era, na verdade, dele. Ele se vestia assim nos sonhos. Como poderia ela estar da mesma forma que ele? Abandonou o sonho e voltou ao sonho anterior. Misteriosamente este também terminou. Era hora de se levantar.

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O Reflexo – Parte 1

O sonho, enfim, realizara-se! Era o que ele pensava ao desembarcar na tão sonhada “cidade grande”. Metrópole, megalópole, capital de estado, centro nacional. Repetia essas palavras relembrando o tempo bobo de criança quando passava dias e dias observando mapas e livros de geografia.  Já estivera naquele local por várias vezes, desde os oito anos de idade. Agora, um homem formado, realizava o grande sonho de deixar a casa no interior e seguir sozinho, por suas próprias pernas.

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Mad World parte 2 – Escandalosa Sinceridade

 

Como no antigo blog, o post anterior teve continuação. Portanto, devo colocar aqui também. O complemento se deu com um texto da jornalista e escritora Martha Medeiros, que foi publicado n’A Revista do jornal O Globo. Obviamente, como bobo que sou (a maioria hoje em dia cita as coisas ou rouba ideias sem o mínimo de vergonha na cara e depois usam como se fosse suas) enviei um e-mail à Martha relatando a utilização do texto. Ela agradeceu ao aviso e não fez nenhuma objeção, portanto, torno a utilizá-lo. Segue o texto postado no referido blog:

Então, eis que estava eu fazendo “uma hora”, como se diz aqui nas paragens geraes de governador Clarismundo Ladisbão(…). Como ainda não havia lido o jornal de ontem, tomei em minhas mãos A Revista, parte do jornal O Globo. Comecei a ler coisas a esmo até que me detive na seção “Ela Disse”, na página 22 da referida revista, onde a jornalista e escrito Martha Medeiros escreve uma pequena coluna de opinião. Qual foi a minha surpresa, a opinão da referida autora dessa semana faz, senão aquilo que comentei acima: acrescenta. Tomei por liberdade então transcrever aqui as palavras de Martha: Continuar lendo